20 de ago de 2008

Igualdade, já!

A Imprensa sempre teve como objetivo informar, notificar, comunicar, seja um acontecimento nacional e/ou mundial... Mas nos últimos tempos isso tem sido modificado, boa parte da 'imprensa' passou a agir por interesses econômicos, se é interessante eles publicam, se o fato gera polêmica, é bem retratado, mas se o fato é por eles visto como insignificante, mal anunciam (se é que sempre anunciam)...

Todos os dias morrem milhares de pessoas, muitas delas crianças, boa parte da classe baixa! É, pobres, por serem como são, e pelo fato de tudo que há na sociedade ter um laço com a política, e também por nossos representantes serem tão incapazes de fazerem o que se deve fazer, pra ao menos amenizar os motivos dessas mortes (que quase todos nem se recordam), essas crianças ficam esquecidas aos nossos olhos e ouvidos, crianças essas que tiveram uma vida miserável, e uma morte vista como insignificante ao ver da imprensa, já que, desde que me conheço por gente NUNCA vi fazerem tanto tumulto por alguma pobre criança que teve um fim triste como o da Isabella (que de tanta polêmica, todos jamais esquecerão), aliás, nunca se preocuparam em investigar e retratar quem o fez, como o fez, quando fez e por quê fez...

Mesmo todas essas crianças sendo iguais (no sentido humanitário), já que todas possuíam sentimentos, sonhos e vontades, são tratadas como diferentes! É, ainda há quem faça a separação de seres humanos como nossos antepassados, você é o que é devido à cor da sua pele, à sua conta bancária, e ao que você representa na sociedade, essa vergonhosa sociedade que não sabe valorizar que todos os seres, cada um de um jeito, têm SIM, a sua importância, e é por não achar isto nada justo, que eu tento dizer o que realmente penso, quem sabe assim, alguém concorde comigo, até me apóie, e sucessivamente, até que isso possa ser revertido! Já que uma única pessoa não muda o mundo, mas quando todas elas se unem, a mudança é grandiosa, ao menos ameniza um pouco do que é necessário a se fazer, faça a sua parte, faça o que achar que deve ser feito e que ao mesmo tempo cause efeito.

(Sem falar nas outras milhares formas de desigualdade, né?)

;*

Um comentário:

Tânia disse...

Gi, mais um post sobre o qual posso falar com algum conhecimento de causa, afinal, aqui você trata de algo relativo à minha profissão.

Infelizmente o que mais vemos nos dias de hoje é uma atuação bastante parcial por parte da imprensa. O interesse comercial se sobrepõe ao fornecimento de informações não tendenciosas. E é por isso que se destacam determinados casos em detrimento de outros igualmente ou até mais importantes e preocupantes.

Evidentemente, como em qualquer outro negócio, a imprensa sobrevive da captação de recursos provenientes do seu êxito comercial. Esse, por sua vez, é determinado pela audiência de seus ouvintes, leitores ou telespectadores. Com isso se explora à exaustão assuntos que tenham maior visibilidade, dando-se pouca ou nenhuma importância à ética profissional e ao compromisso com a imparcialidade.

Tempos modernos e altamente capitalistas, Gi. Infelizmente a grana fala mais alto. Mas você tem toda razão. Se calar diante do que não é justo por acreditar que não adianta se manifestar, que uma única opinião não faz diferença, é se render completamente ao sistema. O jeito é esse mesmo, botar a boca no mundo!

Beijoca!